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Estratégias de Marketing de Conteúdo: o futuro do mercado B2B

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Nos últimos anos, o Marketing de Conteúdo tem sido prescrito incessantemente às empresas. Aliás, agora até já é um medicamento que se vende sem receita médica, para curar males de SEO, educar os Clientes e anunciar novidades sobre a empresa.

Mas será uma panaceia para tudo? Tal como o medicamento que tomamos vez após vez, podemos conceder que o Marketing de Conteúdo perdeu algum efeito — à exceção do mercado B2B, onde nunca foi tão importante.

Vivemos numa era saturada de conteúdo, e  ter um bom artigo já não é suficiente para aparecer na primeira página. Daí as “terapias complementares”, como o link building. Porém, há um ponto em que o Marketing de Conteúdo não falha (e não, não é um efeito placebo). O Marketing de Conteúdo retém o poder de educar o Cliente, e é exatamente no conteúdo educacional e informativo que as empresas podem deixar a sua pegada no mercado B2B. 

Os resultados são evidentes. Segundo um estudo recente, os blogs B2B que se focam em conteúdo educacional recebem 52% mais visitas do que aqueles que só servem como “sala de imprensa” da empresa. Mais: segundo a FocusVision, os tomadores de decisão em negócios B2B leem, em média, 13 artigos ao longo do ciclo de vendas – a maioria no website do vendedor. 

Mas a teoria de que os tomadores de decisão B2B estão à procura de conteúdo educativo, ganha mais força se olharmos para outra estatística. Os posts que ranqueiam melhor, são posts longos e, presumivelmente, com mais informação. Isto é verdade tanto para as pesquisas orgânicas mencionadas no estudo, como para os posts de LinkedIn, a rede mais relevante para B2B. 

A pertinência desta estratégia de Marketing de Conteúdo é ainda maior se tivermos em consideração que apenas 38% das empresas B2B têm um blog ou uma plataforma em que partilham conteúdo educativo. Portanto, há uma boa hipótese dos seus concorrentes estarem nos outros 62%.

Quero com isto dizer que o futuro do conteúdo são posts longos e didáticos? Não! Até porque a nossa compreensão de conteúdo deve ter em consideração os estilos de aprendizagem. Algumas pessoas absorvem melhor a informação quando têm guias visuais, outras quando escutam, outras quando leem e outras através de cinestesia. 

O seu conteúdo precisa de responder a estes 4 grupos de pessoas. Por isso, deve enriquecer o seu blog (posts audio, infográficos, vídeos, VR) ou expandir a sua estratégia. Lembre-se que, além de responder às necessidades do Cliente, também serve como um ponto de diferenciação. Cerca de 65% dos blogs B2B usam imagens de stock, e portanto é uma forma de cunhar o seu blog com mais personalidade.

Outra estatística interessante, e que representa outra estratégia para se destacar no panorama, é que apenas 29% dos blogs B2B permitem comentários. Será que faz sentido barrar possíveis Clientes num canal tão decisivo na jornada de compra? Temos medo de não estar à altura das perguntas? E não irá contra aquilo que estamos sempre a tentar fomentar nas redes sociais, a interação com o Cliente? 

O Marketing de Conteúdo não morreu. Continua a fazer parte da Medicina Tradicional do Marketing Digital, e continua válido para maleitas do séc. XXI. No futuro, continuará a ser decisivo para as empresas. Mas precisa de ser menos centrado em nós e mais centrado no Cliente, naquilo que realmente procura, nas tendências da indústria, e no tipo de conhecimento que deseja adquirir.

Para isso, não só precisamos de ouvir (ou ler) o que têm para nos dizer, como também de perceber qual é a melhor forma de transmitir a mensagem. E sim, a medicina moderna, como big data e o tracking de tudo o que acontece no seu website, pode ajudar! Quanto melhor fizermos estas duas coisas, mais eficaz será o tratamento – e os backlinks, a autoridade e a confiança vêm a seguir.

Ana Barros

Licenciada em Informática de Gestão, com formação executiva em Liderança pela Universidade Católica e Mestranda em Gestão de Marketing no IPAM. Ana, acumula 16 anos de experiência no setor das Tecnologias de Informação. Com experiência nas melhores práticas de Marketing, Comunicação e Vendas direcionadas para o mercado B2B, é sócia fundadora da OUTMarketing Portugal (2007) e da OUTMarketing Brasil (2012), com funções de gestão e estratégia de expansão de negócio nos 2 mercados. Organizadora da Conferência Falando TI que reúne o ecossistema das Tecnologias de Informação, B2B, a nível nacional e além fronteiras, partilha ainda conhecimento como Professora convidada na Universidade Lusófona e como Oradora em eventos com temáticas relacionadas ao Marketing e Vendas para B2B.

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