Employer Branding, a outra vitrine da sua empresa
Júlia GravanoGosto de me denominar como AfroEmpreendedora Criativa pois trabalho empreendendo com vários aspectos da criatividade, seja na Moda como Consultora de Imagem e Estilo ou na Web como Fundadora e Diretora Criativa da Web Imagem, agência online de criação de Websites. Também atuo fazendo palestras, treinamentos e cursos voltados para ambas as áreas, e sou Embaixadora Wix no Brasil.Joana Pais Afonso, consultora de Employer Branding, explicou a importância da técnica para as estratégias de brand de uma empresa
Redação: Júlia Gravano
Edição: Martim Mariano
O que significa Employer Branding?
A Consultora de Employer Branding, que foi uma das palestrantes do Expo Digitalks Portugal, Joana Pais Afonso, realizou um Quiz através do site slido.com e as respostas foram muito diversificadas:
- Engajamento;
- Afeto;
- Reputação;
- Propósito;
- Clientes;
- Motivação.
Uma coisa que salta de imediato à vista é que pensamos nos clientes em toda a estratégia, mas não pensamos em nossos colaboradores. Logo eles que são quem apoia a nossa causa!
É preciso perceber e olhar para a forma como as marcas comunicam seus propósitos para os colaboradores, como é que conseguem fazê-los sentir atraídos e envolvidos com a marca, com a empresa.
Basta pensar que aquilo que os colaboradores falam sobre a empresa passa a ser a referência, assim eles viram quase que de imediato, embaixadores da marca.
Bons exemplos de employer branding :
Com o employer branding as pessoas se sentem mais motivadas, libertas e felizes, sendo que há um claro aumento da autonomia e do compromisso para com a empresa, já para não falar do crescimento evidente da ligação emocional com a marca, que passa a ir para além daquilo que é a obrigação por conta do salário que se recebe.
No fim de tudo, todo o conjunto desse trabalho se torna atrativo. Torna a própria marca atrativa.
É, por isso, importantíssimo que se defina corretamente qual a mensagem certa que se vai passar, de modo a que as pessoas queiram trabalhar na empresa. É preciso tornar a marca atrativa e nada melhor do que as pessoas que lá trabalham para contar o que verdadeiramente se passa na empresa e porque é que é tão bom trabalhar ali.
A lógica acaba por ser a de que: o que acontece na empresa fica nas redes sociais.
Não adianta investir em publicidade, se a reputação da marca está fraca pelas pessoas.
5 desafios do employer branding:
- Como atrair o melhor talento?
- Como acelerar os processos de recrutamento e melhorar a experiência de candidato?
- Como satisfazer o melhor colaborador e reduzir o turnover?
- Como estar visível nas novas formas de comunicação e de consumo de conteúdos?
- Como passar uma experiência de marca impactante e 360 tanto para os colaboradores como para os clientes?
Mas se já trabalhamos há tantos séculos porque é que só agora se está a falar disto, a nível corporativo?
Porque hoje, as novas gerações, trocam entrevistas por conversas.
E até a linguagem passou a ser diferente.
Deixamos de lado o colaborador recrutado, trocando-o pelo colaborador atraído.
O Chefe passa a ser o líder.
A rigidez é trocada por flexibilidade.
O trabalho é trocado por propósito.
O executar por participar.
Ouvir e fazer por entender, questionar e acrescentar valor.
No entanto, importa destacar que não é só disto que vive o employer branding. Há toda uma parte tecnológica que deve ser pensada. É preciso pensar 24h sobre 24horas. Em qualquer lugar.
É fundamental que se planeje e defina uma estratégia de conteúdos.
Tem de se acompanhar os sites de reviews, quase que permanentemente.
E se olharmos mais para cima, para todo o processo de transformação digital, fica claro que há ainda mais trocas a destacar:
Trocarmos empregos “para a vida” por empregos não criados.
Formação tradicional por aprendizagem continua.
O que se quer hoje, é um trabalho sem fronteiras. Um trabalho remoto.
Se pensarmos em termos de receita de sucesso, é fácil de perceber o caminho a seguir e que a Joana Pais Afonso deixou bem claro:
- Liderança;
- Coach + equipe;
- Experimentação;
- Medir para melhorar;
- Ação de médio e longo prazo.
Tudo isto feito de dentro para fora.
Por último, a palestrante deixou duas questões a fim de fazer a audiência pensar um pouco:
“Quantas pessoas são verdadeiramente fãs de uma marca/ empresa?” “Os clientes nunca vão amar uma empresa sem que os colaboradores a amem primeiro”.
Se pensarmos nisto a fundo, quase que nos parece óbvio e até linear.
Mas será que, em 2019, o mundo está preparado para pensar e aceitar que isto é mesmo assim?
A Era da Experiência, engajar clientes e colaboradores e torná-los fãs da sua marca é uma premissa para o sucesso de um negócio, certo? No Expo Digitalks, evento que acontece em agosto na cidade de São Paulo, esse assunto será bastante abordado.