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A ascensão do eSports

Só nos Estados Unidos, a receita esperada para a indústria de games em 2019 já ascende a 1.2 bilhões de dólares, números que representam um crescimento de 18% ano

 

Redação: Júlia Gravano

Edição: Martim Mariano

 

A ascensão dos e-sports é tema central de painel no Expo Fórum Digitalks em Portugal

Você sabia que no Brasil existem perto de 60 milhões de entusiastas do gaming?

E que mais de metade dos usuários da internet no país assiste a jogos e campeonatos?

Fabiano Filho – Administrador e Sócio da W7M Investments, Maurício Montanha – Diretor de Marketing da
W7M Gaminge e Pedro Honório da Silva – Co-Founder e Diretor da Qwatti.com participaram de um debate muito interessante que procurou explicar melhor a indústria do gaming.

Mas voltemos aos números com que começamos esse artigo. Se eles não chegaram a te impressionar, então espere que tem mais:

  •  Só nos Estados Unidos, a receita esperada para a indústria de games em 2019 já ascende a 1.2 Bilhões de dólares, números que representam um crescimento de 18% ano.
  • Na Europa a realidade é diferente, mas cada vez mais expressiva. São 77 milhões de aficionados/entusiastas do gaming, sendo que a receita esperada para este ano anda à volta dos 268 Milhões de dólares.

 

Mas se quisermos olhar com mais profundidade para expressão deste mercado a nível mundial, vale a pena tomar nota destes números:

  • 380 Milhões de jogadores/entusiastas;
  • 906 milhões de dólares de receitas geradas em 2018;
  • 533 Milhões de dólares de receitas com publicidade em eSports.

 

Contudo, a realidade deste tipo de evento está ainda longe de ser conhecida do grande público. Os jogos são praticados em gaming houses (casas dedicadas aos jogos) e arenas, algumas chegam a ter mais de 50 mil pessoas a assistir, num ambiente em nada inferior ao de um estádio de futebol com lotação esgotada.

Depois, há tudo aquilo que é a vida profissional destes jogadores.

Desde ter psicólogo, nutricionista, preparador físico, agente, gestor da carreira, nada é deixado ao acaso, numa vida cada vez mais profissional e dedicada inteiramente ao jogo.

A realidade está mudando por completo, até mesmo no nível da inspiração.

Hoje, as crianças estão cada vez mais viradas para o gaming e para o sonho de ser gamer, deixando de lado o sonho antigo de querer ser o próximo Ronaldo, Neymar ou a próxima Marta, para quererem ser o próximo Gabriel “Fallen” Toledo (CS:GO).

Até mesmo os estereótipos do perfil do jogador estão mudando.

Eles não são mais sedentários, solitários ou anônimos.

E se olharmos para o mundo do streaming, a ascenção tem sido incrível, numa diferença clara para aquilo que é a vida dos youtubers, por exemplo.

O streamer faz tudo ao vivo, sem edição. Ora, ser mais espontâneo que isto é praticamente impossível, para não falar da conexão e engajamento incrível que consegue com os seguidores, em tempo real.

streamers que chegam a ganhar 500 mil dólares mensais. Sim, mensais!

Os streamers são hoje profissionais de carne osso, numa profissão que já é isso mesmo, real e muito viável, como se percebe facilmente pelo dinheiro que eles estão ganhando todos os meses.

Por isso, não tem como ignorar a força de um mercado em franca expansão e que se torna cada vez mais um mercado de referência para as grandes marcas mundiais que estão a direcionar atenções e orçamentos para estes eventos e para estas áreas inovadoras onde estão aqueles que podem vir a ser os seus futuros consumidores.

Júlia Gravano

Gosto de me denominar como AfroEmpreendedora Criativa pois trabalho empreendendo com vários aspectos da criatividade, seja na Moda como Consultora de Imagem e Estilo ou na Web como Fundadora e Diretora Criativa da Web Imagem, agência online de criação de Websites. Também atuo fazendo palestras, treinamentos e cursos voltados para ambas as áreas, e sou Embaixadora Wix no Brasil.

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