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A revolução do Marketing de Conteúdo 4.0

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Quando falamos em conteúdo ou, mais especificamente, em Marketing de Conteúdo, a primeira coisa que nos vem à cabeça é conteúdo escrito. Posts para blogs ou redes sociais, eBooks, whitepapers… passámos os últimos anos mergulhados no conteúdo escrito, que cumpria a dupla função de ranquear bem nas redes sociais e de educar o público. Eram tempos mais simples, dos primórdios das vendas online, em que ainda tudo estava por fazer.

Apesar do conteúdo escrito continuar a ser uma grande arma na estratégia de qualquer empresa, a transformação digital obrigou a desafiar o conceito tradicional de conteúdo. O conteúdo não é só escrita – e mesmo aquilo que escrevemos há alguns anos pode beneficiar com alguns updates, como informação atualizada, uma versão áudio, vídeo ou imagens animadas ou infográficos, para evitar o conteúdo com cheiro a mofo e continuar a tirar proveito dos posts com melhor desempenho no motor de busca. Hoje em dia, vivemos num mundo multimédia, crossmedia e transmedia – temos de estar em mais do que um sítio ao mesmo tempo. Somos claramente omnichannel.

Bem-vindos à era do Marketing 4.0, tal como definido em 2017 pelo “pai do Marketing moderno”, Philip Kotler. Depois do Marketing 3.0 pôr todo o ênfase na relação entre o Marketing e as pessoas, incentivando as empresas a criar esta relação de proximidade, agora temos de aceitar que a balança mudou. Com as redes sociais e os motores de busca, os consumidores têm cada vez mais autonomia para escolher e mais poder de decisão sobre como, quando e onde se quer relacionar com as marcas. É por isso que não pode pensar no conteúdo de forma unidimensional e estática, sem se adaptar aos gostos e novos hábitos da sua audiência.

Um dos novos formatos de conteúdo com mais potencial para chegar aos clientes B2B, é o podcast. Este formato é ideal para quem está sempre “a ir de um lado para o outro”, porque consegue aproveitar pequenos momentos do dia a dia. Além disso, há duas grandes vantagens neste formato. A primeira é que ainda não está saturado e é um terreno pouco explorado em B2B. A segunda, é que pode torná-lo mais interativo com a ajuda de convidados, o que lhe permite chegar à audiência das pessoas que convida. Ainda no universo áudio, existem também os audioposts, uma versão lida dos posts que publica (uma espécie de audiobook do seu blog).

Ainda assim, já há muitos, muitos anos que sabemos que “video killed the radio star”. Apesar dos podcasts serem uma proposta muito atractiva, o vídeo é o formato que mais tem crescido. Quando digo vídeo não, estou a pensar só nos pequenos clips que tem na homepage do seu website. O vídeo inclui os vídeos mais tradicionais, mas também animated motion, os lives, os webinars, how tos sobre o seu produto, workshops ou outros recursos pré-gravados, entre muitos outros formatos.

Porque é que o vídeo se tornou tão popular? Pense na última vez que tentou procurar uma receita online. Leu a receita toda, com a lista de ingredientes e os passos? Ou procurou um vídeo? Por vezes, uma imagem vale mesmo 1000 palavras e é mais fácil de entender. Por outro lado, os webinars e os lives nas redes sociais, permitem interagir em direto com os seus seguidores e tirar dúvidas em tempo real. Esta rapidez de troca de informação, é cada vez mais importante num mundo em que tudo acontece a uma velocidade alucinante e em que os consumidores exigem respostas imediatas.

Para resumir: nem todos somos iguais. Algumas pessoas absorvem melhor a informação que leem, outras a que ouvem e outras a que veem. Alguns utilizadores preferem pesquisar por si; outros não podem esperar para lhe fazer perguntas. Criar diferentes tipos de conteúdo permite-lhe chegar a mais plataformas, ao mesmo tempo que responde às preferências, hábitos e necessidades de informação dos seus Clientes. Mais, o Marketing 4.0, é especialmente importante agora durante a pandemia, em que o conteúdo que publica online, é a comunicação mais próxima que tem com o seu público-alvo. E com esta mudança de paradigma estamos quase, quase no Marketing 5.0.

Licenciada em Informática de Gestão, com formação executiva em Liderança pela Universidade Católica e Mestranda em Gestão de Marketing no IPAM. Ana, acumula 17 anos de experiência no setor das Tecnologias de Informação. Com experiência nas melhores práticas de Marketing, Comunicação e Vendas direcionadas para o mercado B2B em Portugal e no Brasil, é fundadora de agências de Marketing para o setor das TI, docente universitária e oradora em eventos relacionados com o Marketing e Vendas para B2B.

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